quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Projeto Interdisciplinar “Práticas Pedagógicas e Cidadãs como forma de minimizar à Repetência e Evasão escolar”

    O Projeto Interdisciplinar “Trabalhando a cidadania está sendo desenvolvido esse ano como forma de combate à evasão e repetência escolar”. Assim, foi pensado e estruturado levando em consideração à realidade da Escola Municipal Luíza Lima Lobo, como forma de combater os índices de evasão, mais presente na Educação de Jovens e Adultos – EJA, e repetência, mais focada no Ensino Fundamental I.


       Nesse sentido, o referido projeto visa abordar a prática da cidadania em toda comunidade escolar como forma de estreitar os laços, principalmente, entre família e escola, a fim de amenizar os índices de evasão e repetência em nossa unidade de ensino. 

Projeto Interdisciplinar "Construindo valores patrimoniais (Conhecer para Pertencer)"

O projeto interdisciplinar “Construindo Valores Patrimoniais (Conhecer para Pertencer)” está sendo desenvolvido este ano e tem como objetivo levar os alunos dos 1º aos 5º anos e EJA a um processo ativo de reconhecimento crítico, apropriação consciente e valorização de sua herança cultural enfatizando o contexto histórico-cultural do bairro onde o aluno está inserido (Alto do Mateus) e a cidade de João Pessoa. O referido projeto visa levar ações educacionais e culturais aos alunos não só em relação à escola, mas ao que diz respeito à memória do bairro e da cidade de João Pessoa, envolvendo todas as áreas do conhecimento, almejando despertar a consciência dos alunos para a valorização do patrimônio como um todo. 


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Alto do Mateus - Conhecendo o Bairro

Antigamente, o bairro era apenas uma mata fechada e pouco a pouco foram abrindo caminho. O primeiro dono do Alto do Mateus foi Mateus Ribeiro, ele era dono de todo o bairro, após algum tempo Mateus Ribeiro faleceu, mas ninguém sabe se ele faleceu por doença ou se suicidou.
Logo depois veio o segundo dono, João Américo. João Américo faleceu com quase 100 anos de idade. Antes da morte de João Américo, o bairro já tinha passado para outro dono.
Nilton Novais, conhecido por seu Nilton, já era o terceiro e último dono do bairro. Seu Tobias também trabalhou para ele. Ele tem dois filhos: Niltinho e outro que não se sabe o nome exato dele.
Ao passar do tempo, já estava construindo um bairro, com várias casas, pessoas novas chegando de todos os lugares de João Pessoa, principalmente da Ilha do Bispo e de vários outros lugares.
Antigamente, não tinha energia elétrica e nem água nas casas, utilizavam o mangue para pesca, a água limpa quem trazia era o carro-pipa.
Seu Tobias naquele tempo vendia os terrenos e quem dava as escrituras eram os filhos de Seu Nilton. Algumas casas não tinham escrituras, porque algumas foram invadidas.
Um dos mais antigos moradores do bairro, Sr. Tobias, acompanhou o processo de divisão do antigo sítio do Sr. Mateus em lotes. Uma das primeiras casas construídas foi a dela. Entrevistado, conta que com a morte do primeiro dono do antigo sítio, o senhor Mateus Ribeiro, o seu filho, o senhor João Américo herdou o terreno, e iniciou o parcelamento da área, sendo que numerosos terrenos foram comprados pelo advogado senhor Newton Novais.
Um trecho dessa linha localizada nas proximidades do rio Sanhauá, ao seu redor, se formou a comunidade Beira da Linha. Numa faixa de terra de aproximadamente 80 metros que se estende ao longo do eixo da estrada de ferro da REFESA entre a ponte “Joca Pinto” que liga o município de Bayeux e a ponte “Aratú” que liga ao bairro a Ilha do Bispo. E tinha:
- Ao norte: pelo mangue que beira o rio Sanhauá;
- Ao sul: pela base da encosta do Alto do Mateus;
- Ao leste: pela ponte da REFESA que dá acesso à Ilha do Bispo;
- Ao oeste: pela ponte da REFESA que dá acesso ao município de Bayeux.
A cota média de toda área é de cerca de 1 metro da maré máxima. Porém, o terreno que fica entre o mangue e a linha do trem está abaixo deste nível, tornando as casas ali construída sujeitas a eventuais alagamentos, principalmente no mês de fevereiro, quando a maré é a maior do ano. Para a construção daquelas casas foi necessário aterrar o mangue.
A faixa de terra que está entre a linha do trem e a base do morro (Alto do Mateus) é da notável elevação topográfica, tendo sido necessário planejar o terreno para a construção de moradias.
O bairro do Alto do Mateus, se constituiu, a partir da Beira da Linha, através do deslocamento da população da Ilha do Bispo e Bayeux em direção ao antigo sítio, localizado no alto do morro, cujo dono se chama senhor Mateus, nome que terminou se identificando com o bairro, e a beira da linha para a municipalidade se constituiu numa rua denominada de Luiz Jacinto. O bairro cresceu às margens do rio Sanhauá, próximo ao centro da cidade e com o decorrer dos anos, urbanizou-se precariamente. A sua economia baseava-se na atividade pesqueira e de exploração do mangue, servindo de sustento as famílias moradores de localidade.
           Nos anos 60, o Alto do Mateus era considerado um povoado pertencente a um outro bairro periférico de João Pessoa, a Ilha do Bispo. No ano de 1969, o senhor Newton Novais conseguiu que a SAELPA iniciasse as obras de eletrificação do lugar, implantando-se postes de alta tensão, e foram construídas um posto médico e uma escola, era o início para a integração do Alto do Mateus ao setor urbano de João Pessoa. O bairro foi criado na década de 70, através de um processo de urbanização pouco planejado. A falta de critérios técnicos na delimitação da área do bairro desorganizou sua estrutura urbana com ruas e quarteirões dispersos aleatoriamente. 
          Em 04 de junho de 1973, o Sr. Newton Novais encaminhou as plantas do loteamento Alto do Mateus à Prefeitura. A oficialização do referido loteamento foi registrado em Decreto Oficial nº 448, ocorrido em 14 de junho de 1973, conforme a publicação em Diário Oficial do Estado da Paraíba.

O presente texto é fruto de um trabalho de campo pelo bairro desenvolvido pelos alunos do 8º e 9º anos da Escola Municipal Dr. Severino Patrício, localizada no mesmo bairro.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Escola Luíza Lima Lobo





      A Escola Municipal Luíza Lima Lobo foi fundada no ano de 1982 e recebeu este nome em homenagem à mãe do Vereador Bonifácio Lobo, que foi o principal idealizador dessa instituição escolar, lutando para que ela fosse construída. A escola teve início contando com apenas 4 salas de aulas, 1 sala para diretoria, 2 banheiros e 1 cozinha. O terreno era dividido com o PRODASEC, que pertencia ao Estado, sendo destituído, dando origem à Creche Margot Trindade. Funcionava no período da manhã e tarde, atendendo alunos do Ensino Fundamental I e à noite com o Supletivo para Jovens e Adultos.
      A referida escola está situada na Rua Carteiro Francisco Inácio do Rêgo Filho, nº 25, Zona Urbana Periférica, no bairro do Alto do Mateus, na cidade de João Pessoa/PB. A escola pertence à Rede Municipal de Ensino e, atualmente, atende alunos da comunidade local, somando aproximadamente 600 alunos, nos turnos em que funciona. Pela manhã e à tarde, contemplando o Ensino Fundamental I e à Noite, atendendo a modalidade de ensino da EJA, bem como o PROJOVEM Urbano. 
         A escola é referência na comunidade, no que se refere à qualidade do ensino, bem como possui uma equipe docente qualificada e preparada para colaborar com o processo ensino-aprendizagem de nossos alunos. A escola ainda estabelece parcerias com a Rede pela Paz, com a unidade de saúde, por meio do Programa de Saúde na Escola, entre outras que favorecem o excelente desempenho do trabalho pedagógico.